No pretérito dia 04 de julho de 2024, no espaço televisivo, na sua condição de comentador, Miguel Sousa Tavares, teceu comentÑrio relativamente ao processo negocial em curso, entre os sindicatos e associaçáes da PSP e GNR e o governo, relativamente ao suplemento de condição policial.
Naturalmente que liberdade e a democracia sΓ£o valores que a 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 nΓ£o abdica e como tal, respeita a legitimidade que cada comentador tem, em tecer os comentΓ‘rios que bem entende, no entanto, conhecimento, rigor, imparcialidade, sensatez e assertividade Γ© algo que escapa Γ  abordagem de Miguel Sousa Tavares.
⚠️ 𝐄𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐫𝐞𝐭𝐨: Γ€ afirmação que as estruturas representativas da PSP e GNR nΓ£o cederam um cΓͺntimo dos 400 euros, Γ© a demonstração de que ignora o que comenta e a dinΓ’mica negocial em curso, pois o valor inicial defendido pelas estruturas representativas era um incremento de 612 euros e que garantia o desΓ­gnio de equiparação.
Relativamente Γ  questΓ£o que abordou do grau acadΓ©mico [na PJ serem todos licenciados], a questΓ£o que se coloca Γ© perceber o que o grau acadΓ©mico tem que ver com o risco da missΓ£o?
Ainda assim, os profissionais da PSP dividem-se em trΓͺs carreiras [Agentes, Chefes e Oficiais], sendo que nesta ΓΊltima carreira, encontra profissionais com cursos que conferem o grau acadΓ©mico no Γ’mbito das ciΓͺncias policiais e seguranΓ§a interna, atravΓ©s do Mestrado em CiΓͺncias Policiais com trΓͺs especializaçáes: SeguranΓ§a Interna, GestΓ£o de SeguranΓ§a e Criminologia e Investigação criminal:
No caso da carreira de chefes e agentes uma percentagem jΓ‘ relevante de profissionais com licenciatura em Γ‘reas do direito, criminologia, psicologia, entre tantas outras, para nΓ£o referir um conjunto de cursos de formação interna, cuja contabilização permitiriam equivalΓͺncias relevantes.
Ainda assim… nΓ£o esqueΓ§amos que os vencimentos na PJ jΓ‘ sΓ£o em muito superiores aos que se encontram em vigor na PSP.
Deixar que, num suplemento que determina uma compensação pelo risco da missão policial, se promova a outra injusta diferenciação é errado e nada tem que ver com habilitaçáes literÑrias.
Relativamente aos suplementos que refere na PSP [8], seria sΓ©rio especificar qual o modelo de aplicação e concretizar que, quem recebe de patrulha [59 euros/mΓͺs] nΓ£o recebe os restantes [7], ou quem recebe o de comando [cerca de 100 euros/mΓͺs] nΓ£o recebe os restantes [7], e por aΓ­ em diante.
Sobre o facto de os profissionais da PSP e GNR realizarem serviços remunerados e os profissionais da PJ não os realizarem, apenas podemos referir que, por um lado, não se trata de ordenado, mas trata-se de serviços realizados nas horas de folga.
Se Miguel Sousa Tavares soubesse o que Γ© perder folgas pela existΓͺncia de cortes constantes das mesmas, ao abrigo dos famigerados “despachos de exceção” abusivos, para a polΓ­cia poder funcionar e dar respostas Γ s vΓ‘rias solicitaçáes, nΓ£o usaria certamente este infeliz argumento.
Quando afirma de forma pouco cuidada, totalmente ridΓ­cula e sem qualquer sustentação real, que o risco Γ© uma variΓ‘vel mais presente na PJ, comparativamente com a PSP e GNR, secundarizando os tristes nΓΊmeros de mortos em serviΓ§o, as agressΓ΅es e inclusive, mostrando desconhecer o enquadramento, contexto e dinΓ’micas operacionais e ainda os impactos de primeira linha de intervenção policial, dada a imprevisibilidade, dado o efeito surpresa e escalada de uma ocorrΓͺncia ligeira que facilmente culmina numa ocorrΓͺncia grave, entre outros, inclusive o trabalhar em modo preventivo/repressivo e em dinΓ’micas de flagrante delito, demostra ser um comentador desinformado nesta matΓ©ria e condiciona erradamente a opiniΓ£o pΓΊblica.
β–ͺ️NΓ£o nos podemos esquecer que um polΓ­cia da PSP Γ© agredido a cada 9 horas.
A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 continuarΓ‘ a sua luta de forma elevada, sΓ©ria e responsΓ‘vel.
A Direção da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏