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| Destaques | |||
| Escrito por Direcção Nacional da ASPP-PSP | |||
| Quinta, 15 Julho 2010 10:02 | |||
Um soldado não é um polícia Têm vindo a causar perplexidade alguns posicionamentos recentes no sentido de se confiar às Forças Armadas (FA) a segurança interna do País. Uma tal proposta assenta em diversas perspectivas entre as quais, pelo relevo que assumem, cabe referir duas: sustenta-se que os fenómenos de criminalidade internacional, o tráfico de drogas e o terrorismo requerem um combate mais estratégico, qualificado e eficaz. A este acresceria um outro de índole economicista com abrangência do sector industrial e empresarial. Nesta óptica, assumido que as FA e as Forças de Segurança (FS) são dois macro-consumidores de armamento e material securitário, bastaria concentrar apenas nas FA as funções de defesa e de segurança, assim ficando a defesa a abranger a segurança em toda a sua amplitude - a externa e a interna. Para facilitar as coisas, certas individualidades com responsabilidade institucional ou como opinion makers propunham mesmo uma alteração da Constituição para ser contemplado esse papel inovador para as Forças Armadas. Advogavam para o efeito a alteração do título X da Constituição substituindo a expressão "Defesa Nacional" por "Segurança Nacional". O insólito deste projecto foi tão flagrante que levou o ministro de Administração Interna logo na abertura do 1.º Congresso sobre a Segurança e Defesa - iniciativa de Revista Segurança e Defesa e da AFCEA (Associação para as Comunicações e Electrónica das Forças Armadas) -, a assegurar que nenhum motivo válido existia para uma alteração da Constituição, já que esta continha as virtua- lidades para assegurar a intervenção das FA em matéria se segurança interna e com as forças de polícia. Estava seguramente este membro do Governo a referir-se às situa- ções de guerra, de estado de sítio, de estado de emergência e de calamidade pública, bem como ao ditame decorrente do n.º 6 do artigo 275.º em matéria de colaboração e cooperação fora do estrito âmbito da acção militar directa. Dr. António Bernardo Colaço
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