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Escrito por ASPP/PSP – Gabinete de Comunicação e Informação   

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Em Maio de 1984, deslocou-se a Portugal o secretário-geral da Federação Autónoma dos Sindicatos da Polícia Francesa (FASP), Bérnard de la Place – que era também vice-presidente da União Internacional dos Sindicatos da Polícia (UISP). Criticou a atitude do Governo português e da hierarquia militar da Polícia de Segurança Pública relativamente à falta de vivência democrática na PSP, e anunciou também as iniciativas que a FASP e a UISP estavam na disposição de desencadear, no sentido de se alterar esse estado de coisas em Portugal. Os "sindicalistas" da PSP procuravam além-fronteiras garantias que impedissem a destruição do movimento e que lhe assegurassem a sobrevivência e a capacidade de afirmação. No plano interno, fazendo eco do conhecimento que tinha do movimento sindical policial europeu, a ASP/PSP divulgava nomes de organizações e os números dos respectivos filiados, assim como os temas que dominavam os debates nos encontros que essas entidades promoviam. Alemanha, Bélgica, Escócia, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Mónaco, Noruega e o País de Gales eram Estados onde os polícias portugueses conheciam haver vivência democrática nos corpos policiais. Neste contexto, a ASP/PSP recebeu então a promessa de apoio moral e de solidariedade do Sindicato da Polícia Alemã (na República Federal da Alemanha).

Em 23 de Fevereiro de 1985, a ASP/PSP foi convidada a enviar uma delegação ao IV Congresso da União Sindical de Polícias (USP) de Espanha, que decorreu em Granada. A ASP/PSP fez-se representar pelos agentes da PSP, Horácio Prata e Artur da Costa Oliveira, que denunciaram a postura e as decisões do Governo português e da hierarquia militar da PSP, em relação ao sindicalismo policial.